O título deste tópico poderia ser também: “Nos eventos, técnica é tecnologia”.
Por ocasião desta importante data, que representa um marco na contagem regressiva para a cerimônia de abertura do Mundial 2010, na África do Sul, nada melhor que abordar a técnica, sob a percepção tecnológica do termo.
Após o anúncio de que a África do Sul sediaria a Copa do Mundo FIFA 2010™, acontecimento realizado em 15 de março de 2004, o governo sul-africano não teve alternativa senão assegurar que este evento seria utilizado para acelerar os projetos fundamentais ao desenvolvimento daquele país, criando assim um legado duradouro para a África do Sul, em particular, e beneficiando o continente como um todo.
Com esta perspectiva arrojada, e diante de muitos desafios e paradigmas, o Gabinete Governamental destacou imediatamente os principais dirigentes que em conjunto implantaram um amplo espectro de órgãos de supervisão e de execução, com a criação de um Comitê Interministerial, um Comitê de Coordenação Técnica, um Fórum das Cidades-Sedes e um Comitê Organizador Local (este, formado pelo Executivo, a Federação Sul-africana de Futebol e a comunidade empresarial), para coordenar e assegurar o envolvimento do governo em todos os níveis.
Além dessas unidades de apoio à gestão, o Ministério do Esporte e Lazer da África do Sul, responsável por coordenar todos os preparativos do governo para o mundial. Todos os projetos - de infraestrutura e estádios, às artes, cultura e desenvolvimento do desporto - foram consolidados em um plano de 24 itens, identificados e de responsabilidade dos membros de cada unidade, com base em diversas tecnologias.
A técnica, como tecnologia, compreende o conjunto de procedimentos que têm como finalidade atingir um determinado resultado, não excluindo a criatividade como fator importante da técnica, assim como os conhecimentos específicos e a capacidade de improvisação (no caso, planejada e gerenciável).
Neste sentido, a técnica se soma ao planejamento, constituído pelo processo que identifica e relaciona as ações com os respectivos responsáveis na obtenção dos resultados esperados, como agente catalisador, na otimização dos recursos, no acompanhamento dos prazos, e nas avaliações e reavaliações necessárias.
Assim, o atendimento aos prazos e requisitos estipulados pela FIFA receberá, até a abertura do evento, o acompanhamento do Comitê de Coordenação Técnica, unidade de apoio à gestão responsável pela auditoria dos processos de viabilização de todos os elementos, estruturais e de infraestrutura, que uma Copa do Mundo necessita.
A avaliação das ações e dos prazos torna-se uma ferramenta essencial para as medidas corretivas, e para o redimensionamento dos recursos, na implantação de qualquer projeto.
Pode-se esperar que a Copa do Mundo deste ano será surpreendente, pelas decisões e esforços, pela mobilização e determinação nacional, e pela técnica empregada na execução do projeto do evento.
Nos eventos, técnica é tecnologia!!!


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